02

Desafio

Como unificar duas bases de usuários e dois produtos distintos em uma única experiência, mantendo a confiança dos clientes existentes e elevando o padrão de negociação avançada dentro do app da Ripio?

Isso se desdobrou em três grandes fases de trabalho, cada uma com sua própria lógica de priorização:

Fase 1 Rebranding: transformar a BitcoinTrade em "Ripio Trade", migrando cores e identidade visual, e melhorar o dashboard para que o produto já parecesse nativamente Ripio, mesmo antes de qualquer integração técnica entre as duas plataformas.

Fase 2 Integração de plataformas: unificar as duas bases de fato, mapeamento de contas duplicadas, SSO, comunicação aos usuários e novos tipos de ordem, ainda operando como produtos tecnicamente distintos por trás da nova identidade unificada.

Fase 3 Integração da web: com a base já integrada, o foco do time passou a ser o ecossistema Trade foi sendo incorporado gradualmente feature por feature, até que a exchange avançada deixasse de depender de uma plataforma separada.

03

Integração das plataformas

Conduzi o mapeamento de usuários que já tinham conta em ambas as plataformas, trabalhando junto a stakeholders de produto e dados para entender o tamanho e o perfil dessa base cruzada. A partir disso, conduzi o mapeamento do fluxo de acordo com cada cenário identificado, definindo como a experiência de SSO deveria se comportar em cada caso.

O objetivo era mapear, cenário por cenário:

  • Quantos usuários tinham conta em ambas as plataformas

  • Como cada perfil (só Ripio, só BitcoinTrade, ambos) deveria vivenciar a transição

  • Qual comunicação seria necessária para reduzir fricção e desconfiança no processo de SSO

04

Personas

Antes da aquisição, a Ripio não tinha um sistema avançado de negociação, o que significava perder dois perfis de usuário importantes para o mercado de cripto: o Trader e o Investidor Avançado. Mapear essas personas ajudou a orientar as decisões de design ao longo de todo o projeto, especialmente nas Fases 2 e 3.

05

Pesquisa com usuários

Antes da aquisição, a Ripio não tinha um sistema avançado de negociação, o que significava perder dois perfis de usuário importantes para o mercado de cripto: o Trader e o Investidor Avançado. Mapear essas personas ajudou a orientar as decisões de design ao longo de todo o projeto, especialmente nas Fases 2 e 3.

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API para incorporar usuários Ripio

Além do mapeamento de fluxo por cenário, também conduzi o mapeamento de como a API deveria passar a incorporar os usuários que vinham originalmente da base Ripio, garantindo que a experiência de Trade funcionasse igualmente bem para quem nunca tinha tido conta na BitcoinTrade. Esse trabalho envolveu entender, junto à engenharia, quais dados e permissões precisavam ser criados ou ajustados para que um usuário 100% Ripio pudesse operar na Trade sem fricção.

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O ecossistema Trade dentro da Ripio

Com as duas bases já integradas e a marca unificada, a prioridade do time passou a ser a web da Ripio como principal ponto de contato com o cliente. A partir daí, o ecossistema Trade foi sendo incorporado gradualmente a web da Ripo, feature por feature, em vez de uma migração única e completa.

Como resultado desse processo incremental, a exchange de negociação avançada que antes só existia como produto separado, passou a existir nativamente dentro do app da Ripio, eliminando a necessidade de duas plataformas.

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Resultado

Com as duas bases já integradas e a marca unificada, a prioridade do time passou a ser a web da Ripio como principal ponto de contato com o cliente. A partir daí, o ecossistema Trade foi sendo incorporado gradualmente a web da Ripo, feature por feature, em vez de uma migração única e completa.

Como resultado desse processo incremental, a exchange de negociação avançada que antes só existia como produto separado, passou a existir nativamente dentro do app da Ripio, eliminando a necessidade de duas plataformas.

06

Desafio da pesquisa

Não conhecíamos a fundo a relação dos usuários avançados com a BitcoinTrade o que era, ao mesmo tempo, uma lacuna e uma oportunidade. Havia espaço para investigar mais profundamente os comportamentos e as necessidades desse público, de forma a evitar que abríssemos gaps entre o que eles realmente precisavam e o que estávamos entregando dentro do ecossistema Ripio.

A confiança na marca Ripio ainda estava sendo construída entre esse público, muitos associavam a BitcoinTrade a uma exchange "mais séria" para trading avançado, o que exigiu cuidado para não passar a sensação de "downgrade" na transição.

Paridade de features era um ponto crítico: traders avançados comparavam diretamente os recursos disponíveis e qualquer perda percebida de funcionalidade gerava resistência à migração.

01

Resumo

Em 2021, a Ripio adquiriu a BitcoinTrade para expandir sua atuação com clientes avançados de criptoativos no Brasil, como parte da estratégia de crescimento para a América Latina. O desafio de design foi unificar duas bases de clientes, dois produtos e duas identidades visuais em uma experiência coesa, sem perder a confiança de usuários que já operavam ativamente em uma das duas plataformas.

Como desenhamos empréstimos Cripto em um mercado que muda a cada minuto

Empresa: Ripio Projeto: 2025 - 2026 Time: 1 Product Designer, 1 PM e 4 Devs

Como Product Designer atuei no redesign de interface, conduzi pesquisa com usuários em parceria com o UX Research. Trabalhei em conjunto com os stakeholders do projeto e acompanhei a implementação junto ao time de engenharia.

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Contexto

Cada vez mais holders de cripto enfrentam o mesmo dilema: precisam de liquidez em moeda local, mas não querem vender seus ativos, seja porque acreditam na valorização futura, seja para evitar o evento de tributação que uma venda gera.

O produto de empréstimo com garantia cripto resolve esse problema: o usuário deposita criptomoedas como colateral (BTC, ETH, USDT, entre outras) e recebe um empréstimo em moeda fiduciária ou stablecoin, sem precisar vender seus ativos. As criptos ficam bloqueadas como garantia até a quitação do empréstimo.

Um diferencial incorporado a este produto: a garantia bloqueada não fica parada. Enquanto está travada como colateral, ela continua alocada em uma posição de rendimento (staking ou yield da própria plataforma), gerando retorno passivo para o usuário durante todo o período do empréstimo.

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Desafio

Do ponto de vista de negócio, o objetivo era claro: lançar uma funcionalidade de empréstimo colateralizado dentro do app da Ripio, aumentando engajamento e criando uma nova fonte de receita (juros).

Do ponto de vista de UX, o desafio era outro: como fazer o usuário confiar em travar seu ativo mais valioso num sistema que ele não entende completamente?

Diferente de um cartão de crédito ou um empréstimo pessoal, aqui existem conceitos que o usuário médio não domina:

  • LTV (Loan-to-Value): relação entre o valor emprestado e o valor da garantia.

  • Liquidação: se o preço da cripto cair demais, parte ou toda a garantia pode ser vendida automaticamente para cobrir o risco.

  • Volatilidade em tempo real: o "colchão de segurança" do usuário muda a cada minuto, ao contrário de um imóvel dado como garantia, por exemplo.

  • Margin call / chamada de margem: o momento em que o usuário precisa agir (adicionar garantia ou pagar parte da dívida) para evitar a liquidação.

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Integração das plataformas

Conduzi o mapeamento de usuários que já tinham conta em ambas as plataformas, trabalhando junto a stakeholders de produto e dados para entender o tamanho e o perfil dessa base cruzada. A partir disso, conduzi o mapeamento do fluxo de acordo com cada cenário identificado, definindo como a experiência de SSO deveria se comportar em cada caso.

O objetivo era mapear, cenário por cenário:

  • Quantos usuários tinham conta em ambas as plataformas

  • Como cada perfil (só Ripio, só BitcoinTrade, ambos) deveria vivenciar a transição

  • Qual comunicação seria necessária para reduzir fricção e desconfiança no processo de SSO

04

Personas

Antes da aquisição, a Ripio não tinha um sistema avançado de negociação, o que significava perder dois perfis de usuário importantes para o mercado de cripto: o Trader e o Investidor Avançado. Mapear essas personas ajudou a orientar as decisões de design ao longo de todo o projeto, especialmente nas Fases 2 e 3.

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Pesquisa com usuários

Conduzi a pesquisa diretamente com clientes da BitcoinTrade, um público de traders mais experientes, com expectativas específicas sobre performance, tipos de ordem e confiabilidade da plataforma.

Após pesquisa quantitativa com mais de 1300 clientes da BitcoinTrade foi identificado que usuários que se consideram avançados possuem um comportamento diferente de intermediários e iniciantes: utilizam com maior frequência o dispositivo web. Com isso, foi iniciado uma pesquisa qualitativa de aprofundamento sobre as principais motivações, comportamentos e alinhamento das ofertas e soluções da BitcoinTrade frente às necessidades de usuários avançados 

06

Desafio da pesquisa

Não conhecíamos a fundo a relação dos usuários avançados com a BitcoinTrade o que era, ao mesmo tempo, uma lacuna e uma oportunidade. Havia espaço para investigar mais profundamente os comportamentos e as necessidades desse público, de forma a evitar que abríssemos gaps entre o que eles realmente precisavam e o que estávamos entregando dentro do ecossistema Ripio.

A confiança na marca Ripio ainda estava sendo construída entre esse público, muitos associavam a BitcoinTrade a uma exchange "mais séria" para trading avançado, o que exigiu cuidado para não passar a sensação de "downgrade" na transição.

Paridade de features era um ponto crítico: traders avançados comparavam diretamente os recursos disponíveis e qualquer perda percebida de funcionalidade gerava resistência à migração.

07

API para incorporar usuários Ripio

Além do mapeamento de fluxo por cenário, também conduzi o mapeamento de como a API deveria passar a incorporar os usuários que vinham originalmente da base Ripio, garantindo que a experiência de Trade funcionasse igualmente bem para quem nunca tinha tido conta na BitcoinTrade. Esse trabalho envolveu entender, junto à engenharia, quais dados e permissões precisavam ser criados ou ajustados para que um usuário 100% Ripio pudesse operar na Trade sem fricção.

08

O ecossistema Trade dentro da Ripio

Com as duas bases já integradas e a marca unificada, a prioridade do time passou a ser a web da Ripio como principal ponto de contato com o cliente. A partir daí, o ecossistema Trade foi sendo incorporado gradualmente a web da Ripo, feature por feature, em vez de uma migração única e completa.

Como resultado desse processo incremental, a exchange de negociação avançada que antes só existia como produto separado, passou a existir nativamente dentro do app da Ripio, eliminando a necessidade de duas plataformas.

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Resultado

  • Ecossistema Trade nativo na web da Ripio, construído de forma incremental, eliminando a fragmentação entre dois produtos.

  • Adoção de ordem Limite pelos usuários Ripio: um tipo de ordem que não existia antes no ecossistema Ripio e passou a ser amplamente utilizado pela base original de clientes após a integração, ampliando o repertório de negociação disponível para quem nunca tinha tido acesso a esse recurso

  • Ecossistema Trade nativo na web da Ripio, construído de forma incremental, eliminando a fragmentação entre dois produtos.

  • Adoção de ordem Limite pelos usuários Ripio: um tipo de ordem que não existia antes no ecossistema Ripio e passou a ser amplamente utilizado pela base original de clientes após a integração, ampliando o repertório de negociação disponível para quem nunca tinha tido acesso a esse recurso.

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Aprendizados

Esse projeto me ensinou coisas que carrego até hoje na forma como penso design. Aprendi que rebranding e integração técnica são duas conversas diferentes, e que forçar as duas a acontecerem ao mesmo tempo teria sido um erro. Priorizar a percepção de marca antes de resolver a integração de fato exigiu paciência de todo o time, inclusive minha. Fui aprendendo a confiar no processo mesmo quando o resultado completo só ia aparecer várias entregas depois.

Trabalhar com um público de traders avançados dentro de um sistema de design pensado para um público mais amplo também me ensinou algo que uso até hoje: consistência de marca e profundidade funcional não precisam competir. Dá pra negociar entre as duas sem sacrificar nenhuma, só exige escutar de verdade quem vai usar o produto.

E talvez o aprendizado mais forte tenha sido entender, na prática, que decisões de design em produtos financeiros carregam peso emocional real. Não é só interface é confiança, é dinheiro, é a sensação de segurança de alguém que está operando o próprio patrimônio. Isso mudou a forma como encaro qualquer decisão de UX em fintech desde então.

Por fim, esse projeto me mostrou o quanto meu papel como designer vai além do Figma. Transitar entre pesquisa, gestão de stakeholders e acompanhamento técnico com engenharia me fez perceber que a experiência do usuário continua sendo meu fio condutor mesmo quando estou negociando prazo com outra área ou validando uma implementação junto ao time de Desenvolvimento. Design, pra mim, é isso: manter o usuário no centro mesmo quando a conversa não está na tela.

Let’s Collaborate

©

Laryssa Amorim

2026

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Laryssa Amorim

2026

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